Como estudar?
A forma de estudar depende das características de cada pessoa. É preciso conhecer-se bem, observar em que momentos e circunstâncias obtém-se mais resultados estudando.
Há regras que são gerais, pois independem da personalidade do estudante e, neste caso, passam a limitar a capacidade de aprendizado para alguns e a facilitar para outros.
Assim, mesmo que o estudante consiga estudar ouvindo música, deve acostumar-se a estudar no silêncio, uma vez que o ambiente do concurso será absolutamente silencioso.
O que
estudar primeiro?
Depende do conhecimento que você tem sobre si mesmo.
A neurolinguística explica que cada um de nós temos uma forma específica de aprender e apreender informações. Alguns são mais visuais, outros mais auditivos e ainda há os mais sinestésicos, conforme vários autores de Programação Neurolinguística (Richard Bandler, Connirae Andreas, Steve Andreas e Joseph O’Connor).
Estes atributos não se encontram isolados, ou seja, todos nós nos comunicamos com o mundo pelo que vemos, ouvimos ou por uma sensação de movimento.
O mais comum é encontrar alguém que acumule duas características de forma mais marcante. Por exemplo: aquele que é mais auditivo e sinestésico ao mesmo tempo, ou seja, comunica-se com o mundo pelos sons e aprende fazendo ou se movimentando.
O mais visual memoriza imagens e pode ser também, muito sinestésico (fazer) e/ou auditivo, em que ouvir é mais importante do que ver.
Assim, gravações, resumos esquemáticos, falar em voz alta, ou estudar em pé, andando abrangem todas as formas de retenção de conhecimento.
Caso você não tenha a mínima ideia de como aprende, observe-se tentando tudo: ouvir gravações feitas por você ou aulas atualizadas em vídeo (podem ser só ouvidas enquanto você faz suas anotações); ficar de pé e falar em voz alta sobre o texto de estudo, explicando-o para si mesmo.
Somos diferentes uns dos outros e, por este
motivo, será muito difícil um esquema de um estudo ou mapa mental de uma pessoa
servir para outra, pois os símbolos ou palavras-chave podem servir como âncora
(ligação que traz a lembrança de algo) para alguns e não servir, para
outros.
Estudar uma
ou várias disciplinas ao mesmo tempo vai depender do prazo que lhe resta para o
concurso. Neste caso é necessário um planejamento do tempo.
É importante também programar intervalos de tempo para descanço, a fim de que o cérebro possa assimilar as informações e para evitar o esgotamento.
Esse tempo pode variar de pessoa para pessoa, ou seja, uma hora ou meio período entre um período de estudo e outro.
Para
memorizar melhor é necessário:
a) Interesse no assunto
b) Vontade de aprender
c) Quando estiver cansado
de ler sobre determinado assunto é melhor parar ou
mudar de disciplina, ou ainda, fazer exercícios para aprofundar o conhecimento.
d) Fazer exercícios é extremamente
importante. Quando você sabe que a Banca elabora questões que exigem a
memorização de um texto legal, a leitura de provas anteriores reduz o volume da
leitura porque acaba direcionando para determinados assuntos.
Muitos estudam apenas fazendo exercícios, porque mostram como a Banca se orienta para exigir os conhecimentos. No entanto, deve-se seguir o Edital para estudar os pontos em uma sequência lógica, buscando os conceitos não conhecidos na doutrina, a fim de não ficar perdido na disciplina.
A doutrina são livros escritos por especialistas. No entanto, muitas vezes, alguns autores divergem de outros em determinados assuntos. Por isto, é interessante estudar provas passadas e descobrir qual autor está na preferência da Banca.
DICA
Veja o vídeo sobre memorização de Alberto Dell'Isola, psicólogo, campeão brasileiro de memorização, recordista latino-americano e ficar conhecido nacionalmente como o “homem-memória”.. Estão no youtube em 6 partes sendo a primeira no link: http://www.youtube.com/watch?v=21VySCp_7TE
Obs: As técnicas aplicadas para memorização servem mais para concursos jurídicos em que as bancas elaboram questões voltadas à literalidade da lei, ou em outras palavras, você é obrigado a decorar a lei.
